23 de Janeiro: Memória, Cultura e Testemunhos do Espiritismo


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Da Redação

O calendário espírita é pontuado por datas que não apenas registram fatos históricos, mas preservam a memória de homens e mulheres que contribuíram, cada um a seu modo, para a cultura, a reflexão e a divulgação da Doutrina Espírita. O dia 23 de janeiro reúne acontecimentos significativos que merecem ser lembrados e refletidos.

Viriato Correia (1834–1967): da descrença à espiritualidade

Em 23 de janeiro de 1834, na cidade de Pirapemas, Maranhão, nasce Viriato Correia, escritor de vasta produção literária e intelectual respeitado no meio cultural brasileiro. Inicialmente ateu, Viriato passou por um processo íntimo de questionamento existencial que o conduziu ao Espiritismo, onde encontrou respostas compatíveis com sua razão crítica e seu senso ético.

Sua trajetória ilustra um aspecto essencial da Doutrina Espírita: a liberdade de consciência e o convite permanente à reflexão. Viriato Correia desencarnou no Rio de Janeiro, em 1967, deixando um legado que transcende a literatura, alcançando também o campo da espiritualidade consciente e racional.

Álvaro Holzmann (1906–1968): a música a serviço do ideal

Também em 23 de janeiro de 1906, nasce em Ponta Grossa, Paraná, o maestro espírita Álvaro Holzmann. Sua sensibilidade artística encontrou no Espiritismo um campo fértil para a expressão do belo aliado ao bem. Holzmann compreendia a música como instrumento de elevação moral e espiritual, capaz de harmonizar sentimentos e despertar valores superiores.

Desencarnou em 15 de fevereiro de 1968, permanecendo como exemplo de como a arte pode ser uma poderosa aliada na divulgação dos princípios espirituais.

Deolindo Amorim (1906–1984): o pensador do Espiritismo brasileiro

Ainda em 23 de janeiro de 1906, nasce Deolindo Amorim, na velha Bahia, um dos maiores intelectuais e estudiosos do Espiritismo no Brasil. Jornalista, escritor e conferencista, Deolindo foi um incansável defensor do Espiritismo como doutrina de consequências morais, filosóficas e sociais profundas.

Sua contribuição ajudou a consolidar um Espiritismo sério, reflexivo e comprometido com o diálogo cultural e acadêmico. Desencarnou em 24 de abril de 1984, no Rio de Janeiro, deixando uma obra que segue atual e necessária.

Divaldo Franco e a divulgação internacional (1987)

Em 23 de janeiro de 1987, Divaldo Pereira Franco concede uma entrevista de 45 minutos à Rádio Cali, na cidade de Cali, Colômbia. O episódio simboliza a expansão internacional do Espiritismo brasileiro e o papel de Divaldo como um dos maiores divulgadores da Doutrina no mundo contemporâneo.

Sua fala, sempre marcada pela clareza doutrinária e sensibilidade humana, alcançou milhares de ouvintes, reforçando o caráter universal da mensagem espírita.

Ofélia Léon Bravo (1906–1990): fidelidade e trabalho silencioso

Em 23 de janeiro de 1990, desencarna em Elizabeth, Nova Jersey (EUA) a trabalhadora espírita Ofélia Léon Bravo, nascida em 24 de julho de 1906, em Encrucijada, Cuba. Sua vida foi dedicada ao serviço discreto, porém constante, em favor da causa espírita, exemplificando o valor do trabalho perseverante, muitas vezes distante dos holofotes, mas essencial à construção do bem coletivo.

Reflexão final

As efemérides de 23 de janeiro revelam a pluralidade do Espiritismo: escritores, músicos, pensadores, divulgadores e trabalhadores anônimos, todos unidos pelo mesmo ideal de progresso moral e espiritual. Recordar essas datas não é apenas um exercício de memória, mas um convite à continuidade do trabalho, à fidelidade aos princípios doutrinários e ao compromisso com a transformação íntima e social.

Que essas lembranças inspirem novos passos no caminho da luz, do conhecimento e da fraternidade.

 

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