22/01/1951 - O Despertar da Caridade: A Primeira Visita de Divaldo Franco a Águas Claras

 

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Da Redação

Em 22 de janeiro de 1951, a cidade de Salvador, na Bahia, foi palco de um evento que marcaria o início de uma das trajetórias humanitárias mais expressivas do Brasil. Naquele dia, o jovem médium e orador Divaldo Pereira Franco cruzava, pela primeira vez, os portões do Leprosário de Águas Claras.

Não se tratava de uma visita protocolar, mas sim de um chamado para o atendimento fraterno — uma missão de consolo e acolhimento em uma época em que o estigma da hanseníase (então conhecida apenas como lepra) condenava milhares de pessoas ao isolamento social e afetivo.

 O Contexto do Isolamento

Na década de 50, o diagnóstico da doença era sinônimo de "morte social". Os pacientes eram retirados de suas famílias e confinados em colônias, onde o medo e o preconceito imperavam. Águas Claras era um desses locais de dor silenciosa, onde a assistência médica muitas vezes não conseguia suprir a carência do espírito.

 O Impacto da Visita

A chegada de Divaldo Franco ao leprosário simbolizou a quebra de uma barreira invisível. Através do atendimento fraterno, ele ofereceu:

 Escuta Ativa: Ouvir as dores de quem era ignorado pelo mundo exterior.

 Conforto Espiritual: Levar uma mensagem de esperança e dignidade, independentemente da condição física.

 Combate ao Preconceito: O gesto de estar presente e tocar (física ou emocionalmente) os enfermos era, por si só, um ato revolucionário de amor ao próximo.

O Legado de uma Data

Aquela segunda-feira de janeiro não foi apenas um registro cronológico; foi o embrião do que viria a ser a Mansão do Caminho, obra social fundada por Divaldo e Nilson de Souza Pereira que hoje atende milhares de pessoas em Salvador.

A visita a Águas Claras ensinou que a verdadeira caridade não é apenas dar o que sobra, mas dar-se em benefício do outro. Sete décadas depois, o episódio permanece como um lembrete poderoso de que a empatia é a ferramenta mais eficaz contra a exclusão.

 "A caridade é o amor em movimento." — Este lema, vivido na prática naquela tarde de 1951, continua a inspirar voluntários e trabalhadores do bem em todo o mundo.


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